Entre todos os desafios impostos a Hércules, poucos simbolizam tão bem a luta contra o impossível quanto o confronto com a Hidra de Lerna. Não era apenas um monstro a ser derrotado — era uma criatura criada por Hera para testar os limites físicos, mentais e estratégicos do herói.
O monstro que não podia ser vencido pela força
A Hidra habitava os pântanos de Lerna, uma região considerada amaldiçoada. Seu corpo lembrava o de uma serpente colossal, com várias cabeças, e cada uma delas escondia um terror maior:
- Ao cortar uma cabeça, duas nasciam no lugar
- Uma das cabeças era imortal
- Seu sangue e hálito eram venenos mortais
Era um inimigo que tornava inútil o ataque direto. Quanto mais Hércules lutava com força bruta, mais a criatura se tornava poderosa.

O início do confronto

Hércules atraiu a Hidra para fora de seu covil usando flechas de fogo, forçando o monstro a enfrentá-lo em campo aberto.
Cada golpe de espada que arrancava uma cabeça tornava a situação pior. A Hidra se regenerava rapidamente, e o veneno começava a enfraquecer o herói.
Era evidente: esse trabalho não seria vencido sozinho.
A estratégia que mudou a batalha
Percebendo que a força não bastava, Hércules contou com a ajuda de seu sobrinho, Iolau. A cada cabeça cortada, Iolau cauterizava o pescoço com fogo, impedindo que novas surgissem.
Por fim, Hércules enfrentou a cabeça imortal. Incapaz de destruí-la, ele a arrancou e a enterrou sob uma enorme rocha, selando sua derrota.

O sangue da Hidra e o legado do trabalho
Mesmo morta, a Hidra ainda representava perigo. Hércules mergulhou suas flechas no sangue venenoso do monstro, tornando-as armas letais — algo que teria consequências trágicas no futuro.
Esse detalhe transforma esse trabalho em algo maior que uma simples vitória:
a Hidra continuou influenciando a história de Hércules mesmo após sua morte.
